ESPECIAL DIA DAS MÃES
- pennaxavier
- 10 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Você acha que está escolhendo o presente ideal para a sua mãe. Mas, na
verdade, seu cérebro está respondendo a comandos invisíveis, ativados por
campanhas publicitárias projetadas para mexer com suas emoções mais
profundas.
O Dia das Mães é uma das datas mais sensíveis e poderosas no calendário do
varejo e também um dos momentos onde o neuromarketing opera com maior
intensidade, transformando afeto em conversão.

Segundo o palestrante e professor pós-graduado em neuromarketing Felipe
Naumann, o comércio não vende produtos nessa data, vende alívio da culpa,
pertencimento e validação emocional. E tudo isso acontece dentro da sua cabeça
antes mesmo de você perceber.
Naumann explica que o processo é silencioso, mas preciso: o cérebro, ao ser
exposto a estímulos relacionados à figura materna, ativa o sistema límbico
(centro emocional), o núcleo accumbens (ligado à recompensa) e o córtex pré-
frontal (decisão).
Essa combinação cria um efeito de urgência emocional, onde o consumidor
sente que comprar é a única forma de expressar amor. O raciocínio lógico é
temporariamente suprimido.
A equação é simples: quem te ama incondicionalmente merece tudo. E o varejo
sabe manipular esse código emocional com perfeição.
Exemplos práticos do mercado mostram como isso acontece:
Campanhas com crianças e idosos falando sobre mães ativam empatia imediata
e aceleram a decisão de compra.
Frases como “Ela fez tudo por você. Agora é sua vez” carregam gatilhos de
dívida emocional e reciprocidade.
Pacotes de presente com frases prontas como “Amor eterno” oferecem a
sensação de que o produto já vem com o sentimento embutido.
Vitrines com tons pastéis, cheiros doces e música suave criam um ambiente que
estimula memórias afetivas e reduz o senso crítico.
O alerta aqui não é contra o presente em si , mas contra o piloto automático
emocional que tira do consumidor o poder da escolha consciente.
O problema não é o marketing emocional. O problema é quando o consumidor
não percebe que está sendo emocionalmente conduzido à compra, alerta
Naumann.
Mais do que consumir, o verdadeiro desafio está em desenvolver consciência
sobre o que nos move: trata-se de um desejo autêntico ou de um gatilho
cuidadosamente plantado? Em datas carregadas de simbolismo, como o Dia das
Mães, o comércio atua nos bastidores da emoção e só quem entende esse jogo
consegue sair dele sem ser manipulado.
Sobre o autor da análise
Felipe Naumann é palestrante, consultor e professor especialista em
Neuromarketing,Inteligência Artificial,Marketing e Vendas Foi destaque na
Forbes como uma das principais referências em estratégias de marketing
digital.É pós-graduado em Neuromarketing, já capacitou mais de 60 empresas
em todo o Brasil e atua na formação de lideranças e times comerciais com foco
em performance emocional, engajamento e tomada de decisão consciente.




Comentários