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Quando o processo de útero de substituição é o caminho para a gestação

  • 25 de set. de 2024
  • 3 min de leitura

Médica ginecologista, especialista em reprodução humana da Origen BH, fala sobre as situações em que procedimento se enquadra


Você já ouviu falar sobre o útero de substituição? Esse processo ocorre quando uma pessoa gesta um bebê em nome de outra. É uma opção frequentemente buscada por mulheres que não podem engravidar, casais homoafetivos masculinos e homens solteiros que desejam ser pais. Nessa dinâmica, uma segunda pessoa assume a gestação, 'emprestando' seu útero para que o bebê possa se desenvolver até o nascimento.

Segundo a ginecologista Maria Clara Magalhães dos Santos Amaral, especialista em reprodução humana da Origen BH, o útero de substituição não é um procedimento cotidiano, mas também não é considerado extremamente raro. Ela explica que essa opção é indicada para mulheres com má formação uterina; ou que não tenham útero,  ou quando há contraindicações formais para a gravidez, como fatores de alto risco que podem comprometer a saúde da mulher ou do bebê. “O útero de substituição é uma alternativa valiosa. Embora não seja um procedimento realizado com frequência, ele oferece uma solução segura e eficaz para quem enfrenta dificuldades em engravidar”, diz Maria Clara.

O processo começa quando um casal heterossexual com alguma das situações citadas acima, ou,  um casal homoafetivo masculino ou ainda,  um homem solteiro deseja ter um bebê, mas enfrentam obstáculos para realizar esse sonho. Após a decisão conjunta entre a equipe médica e os envolvidos de que o útero de substituição é a melhor opção, eles (os próprios pacientes)     indicam uma possível candidata. A equipe da Origen, então, avalia cuidadosamente as características dessa pessoa, incluindo sua condição de saúde e o fato de já ter filhos, pois  alguns       fatores podem impedi-la de participar do processo. "São analisados vários aspectos, desde a saúde física e psíquica,  até questões relacionadas à maternidade anterior (é obrigatório que a cedente temporária do útero tenha pelo menos um filho vivo),       algumas condições podem desqualificá-la para o procedimento", explica a médica.

Somente após essa avaliação inicial todos os envolvidos são convidados para uma consulta coletiva, onde passam por uma avaliação psicológica para garantir que compreendem bem o processo e as relações envolvidas. "O fato de um bebê ser gestado por outra pessoa traz implicações para todos os envolvidos, muitas delas de ordem emocional" comenta Maria Clara.

A especialista esclarece que todo esse acompanhamento é feito de maneira bastante detalhada. Quando, do ponto de vista médico e      psicológico, tudo está alinhado, e a candidata é parente de até 4o grau do paciente ou casal     o tratamento padrão é seguido. No entanto, se a candidata ao útero de substituição não for parente, é necessário submeter uma solicitação ao Conselho Regional  de Medicina, incluindo toda a documentação exigida com  as informações sobre a doadora escolhida, e aguardar a devida autorização.

Quando se optar pelo processo de útero de substituição, o procedimento da medicina reprodutiva é a fertilização em vitro – quando o embrião é formado em laboratório, com espermatozoide e óvulo, e depois transferido para o útero. A mulher que aceita gestar um bebê por meio do útero de substituição é 100% voluntária no processo, ou seja, não pode haver nenhum tipo de transação financeira. É estritamente proibido estabelecer qualquer tipo de relação comercial, seja financeira ou não, durante o processo. Não é permitido propor nada à gestante, e deve-se evitar qualquer vínculo comercial. Trata-se de uma gestação motivada pelo amor a outra pessoa. Quando percebemos que a candidata não tem condições de sustentar o processo, ele não prossegue”, finaliza a médica.

Sobre a Origen

Fundada há mais de 20 anos pelos médicos Marcos Sampaio e Selmo Geber, a Clínica Origen de Medicina Reprodutiva nasceu com o objetivo de centralizar a atenção médica, a disponibilidade da tecnologia e o acolhimento humano no bem-estar e respeito a seus pacientes, auxiliando-os na realização do sonho da maternidade e paternidade.



 
 
 

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