Roupa Nova emociona (e revisita clássicos) em noite nostálgica no BeFly Hall, em Belo Horizonte
- pennaxavier
- 18 de out. de 2025
- 3 min de leitura
A veterana banda Roupa Nova subiu ao palco do BeFly Hall para a continuação da Tour 2025, levando ao público de Belo Horizonte um repertório marcado por sucessos que atravessam gerações e por momentos de interação direta com a plateia. A passagem pela capital mineira teve a proposta de equilibrar nostalgia e repertório atual, repetindo a receita que tem mantido o grupo relevante há décadas.

O BeFly Hall recebeu a turnê nos dias 17 (data principal) e 18 (sessão extra), em função da procura por ingressos nas semanas anteriores — a casa e os divulgadores locais chegaram a anunciar que a venda estava perto do esgotamento, reflexo da sólida base de fãs da banda. A capacidade e a estrutura do BeFly, casa consolidada na cena de BH, deram suporte ao formato intimista/nostálgico proposto pelo grupo.

A apresentação seguiu a linha já consagrada pela Tour 2025: um passeio pelos grandes sucessos — “Whisky a Go-Go”, “Dona”, “Volta pra Mim”, “Seguindo no Trem Azul”, “A Viagem” — intercalados com músicas do repertório mais recente que a banda vem apresentando nesta temporada. Fontes de setlists das últimas apresentações apontam para uma sequência que privilegia os hits mais cantados pelo público, com espaço para um bis interativo a pedido da plateia.

Roupa Nova manteve a característica que o público espera: afinação vocal cuidadosa — marca registrada do grupo — arranjos bem ensaiados e desempenho profissional dos instrumentistas. A troca entre momentos mais contidos (baladas e canções românticas) e passagens mais animadas (rock/pop) criou uma dinâmica que preservou o engajamento da plateia do início ao fim. Embora não tenhamos encontrado críticas técnicas pormenorizadas do show específico de ontem, a execução segue o padrão das apresentações recentes da turnê.

Um dos diferenciais divulgados para as noites em BH foi o formato interativo: a banda abriu espaço para perguntas do público e compôs parte do bis com pedidos enviados pela plateia — recurso que cria proximidade e foi reforçado na divulgação prévia do evento. Esse tipo de momento costuma provocar aplausos, cantorias e registros emocionados dos fãs.

A produção visual — iluminação e cenografia simples, focada em valorizar a banda — privilegiou a clareza sonora e a leitura das canções, sem grandes efeitos pirotécnicos, o que é coerente com o perfil do show: música em primeiro lugar, apreço pela melodia e pelas harmonias vocais. A escolha do BeFly Hall para o formato (salão com boa acústica para esse porte de espetáculo) também colaborou para uma experiência mais direta entre palco e público.

Roupa Nova segue em turnê após mais de 40 anos de estrada, com um histórico de milhões de discos vendidos e dezenas de temas usados em trilhas de novelas — elementos que explicam a longevidade e a capacidade de atrair públicos de diferentes idades. A formação atual mescla veteranos consagrados e músicos que mantêm a qualidade técnica do show ao vivo.

A noite do Roupa Nova em Belo Horizonte (BeFly Hall) reafirmou a tendência da banda: shows centrados em repertório de hits, execução precisa e diálogo afetuoso com o público. Para quem buscava reviver clássicos e sair com a sensação de ter assistido a um concerto tradicional do grupo, a experiência foi, na maioria dos relatos e na proposta artística, bem-sucedida. Resta, para um balanço final mais analítico, a coleta de depoimentos pós-show (fãs, técnica de som, fotógrafos) para descrever pormenores como qualidade acústica em setores específicos, eventuais imprevistos ou momentos surpreendentes que tenham marcado a noite.
Ronaldo Fish




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